BREVE APRESENTAÇÃO
Talvez não seja fácil descrever esta aldeia. Tal como muitas outras, sente saudade daqueles seus filhos que partiram para outras paragens.
Tem, contudo, a consolação de albergar no seu seio, um punhado de resistentes que lutam pela sua sobrevivência, pela sua beleza e pelos seus costumes.
Esse esforço tem sido recompensado e hoje poderemos ver, nesta povoação, um conjunto de belezas naturais que, por certo, seriam motivo de inveja para outras povoações similares.
E, para além do exposto, tem também a sua história. Uma história talvez um pouco emaranhada em lenda. Nestes casos não será fácil separar a lenda da realidade. Mas, caminhando as duas, lado a lado, obtemos uma versão bastante realística de um passado distante.
SUPERTIÇÕES
O acentuado carácter religioso da população, levava a certas "crendices" ou mesmo supertições.
Um exemplo disso, seria a paragem da roda motora da fábrica de papel, e dos moinhos em dia de quarta-feira de cinzas (vulgarmente conhecida por quarta-feira de trevas).
No entanto, em relação aos moinhos, havia uma excepção. É que, uma das mós, por girar em sentido contrário, seria isenta desse "castigo".
(Este apontamento relaciona-se com a fábrica de papel e moinhos na margem do Arda)




...um "castigo" bem merecido...
Festa 2011


As águas do ribeiro, sussurrando aos ouvidos do forasteiro, são um discreto convite a umas horas bem passadas nas suas imediações, quando o calor aperta.

Sem fins lucrativos, serve de ponto de encontro quer para residentes, quer para aqueles que se dignam fazer uma visita
RELÍQUIAS
****
A "matança do porco", planeada para a época fria do ano,é mais uma das tradições que se vão perdendo ao longo do tempo.
Recordemos que, décadas atrás, não havia energia eléctrica e, consequentemente, não havia conservação frigorífica das carnes. Assim, a "emblemática"salgadeira, colocada na dependencia mais fria da casa,continuava sendo o único processo de conservação por alguns meses


Mas há mais....
Quem se lembra destes objectos?
Ferro a carvão: Uma relíquia que, por certo, alberga um enorme valor sentimental para quem conserva ainda esta preciosidade..

Segundo conta a lenda, terá havido, outrora, um enorme temporal que inundara todo o vale do lugar de Lázaro.
Segundo a mesma lenda, um habitante local, sentindo a impotência dos habitantes, perante tal tragédia e, numa atitude de desespero, terá pegado numa pequena imagem de S. Lázaro, que possuía e correra com ela nos braços em direcção à monstruosa enxurrada que teimava em destruir todo o vale .
Lá chegado, terá pedido ajuda divina, enquanto molhava os pés da pequena imagem nas turbulentas águas.
Terá sido esse o início do fim da tempestade.
Em homenagem e, como prova de agradecimento, terá sido edificada uma pequena capela no local onde hoje se situa o cruzeiro.
Com o evoluir dos tempos, foi construída nova capela um pouco mais acima. No entanto, o cruzeiro em pedra, que ficou nesse local, não deixa que se desvaneça a memória desse milagre.
É ponto obigatório de passagem da procissão em dias de festa.
E. como que dando testemunho desse passado,continua sendo conhecida por "Casa de S. Lázaro, uma das habitações construída nas imediações.
É ponto obigatório de passagem da procissão em dias de festa.
E. como que dando testemunho desse passado,continua sendo conhecida por "Casa de S. Lázaro, uma das habitações construída nas imediações.
Fazendo parte de uma pedra de lagar, ainda hoje existe uma relíquia dessa antiga capela.
A foto ilustra a referida memória, actualmente pertença de um habitante local.
SUPERTIÇÕES
O acentuado carácter religioso da população, levava a certas "crendices" ou mesmo supertições.
Um exemplo disso, seria a paragem da roda motora da fábrica de papel, e dos moinhos em dia de quarta-feira de cinzas (vulgarmente conhecida por quarta-feira de trevas).
No entanto, em relação aos moinhos, havia uma excepção. É que, uma das mós, por girar em sentido contrário, seria isenta desse "castigo".
(Este apontamento relaciona-se com a fábrica de papel e moinhos na margem do Arda)
FESTA EM HONRA DE S. LÁZARO

O bairrismo dos habitantes é bem evidenciado nas expressões culturais dissimuladas nos mais variados eventos.
De sublinhar o empenho na realização de fundos económicos para que possam suportar as despesas inerentes à relização da festa. Toda a população, de uma ou outra forma, se uniu nesse objectivo. Os cortejos de oferendas foram um forte contributo. Hoje, os habitantes, sentem-se orgulhosos pelos resultados conseguidos.
Quer em dia de festa, quer em qualquer outros dias, a capela, na sua singela beleza, é digna de ser vista e admirada por qualquer visitante.
Quer em dia de festa, quer em qualquer outros dias, a capela, na sua singela beleza, é digna de ser vista e admirada por qualquer visitante.
Cada ano, uma semana após a Páscoa, poderemos desfrutar de uma das mais maravilhosas manifestações populares: a festa ao santo padroeiro que deu o nome ao lugar.
Na verdade, esse evento pode ainda dar-se ao luxo de “absorver” grupos de romeiros que, caminhando várias horas, acabam sendo uma parte importante do arraial.

Frequentemente esses grupos são acompanhados de concertinas, violas, violões e, naturalmente, as respectivas desgarradas. Tradições que a evolução dos tempos teima mas não consegue apagar da nossa memória.
Mas a festa de S.Lázaro tem uma componente religiosa bem acentuada, sem a qual as festividades perderiam o seu brilho. E, essa componente é responsável por uma grande percentagem de forasteiros, cuja fé fica bem patente nas longas e sinuosas caminhadas até à capela.
Missa, sermão e procissão, são os pontos fortes da actividade religiosa.
E, para finalizar...
E, para finalizar...

...um "castigo" bem merecido...
Não esqueça: domingo seguinte ao domingo de Páscoa.
Festa 2011
A chuva que se abateu nesse dia, não permitiu que os festejos pudessem ter aquela "avalanche" humana que é habitual nesse dia.
Manteve-se, porém, o espírito religioso e folião que são característica quer dos residentes, quer dos forasteiros.
Todas as actividades religiosas e profanas previstas foram executadas. Um especial agradecimento à Comissão de Festas, cujo esforço foi notório mas, também recompensado pelo exito das festividades.
Para os amantes da Natureza, o lugar de Lázaro oferece uma vasta gama de aprazíveis locais.
PONTO DE ENCONTRO
Bem no centro este, é um local onde os habitantes confraternizam nos fins-de-semana, desfrutando de alguns jogos de salão, ou saboreando os prazeres de um bom café.



RELÍQUIAS
O brio dos residentes, merece um determinado realce, não só pelo cuidado da reconstrução das suas habitações, como também pela preservação de certas “jóias” que se vão perdendo ao longo dos anos
Alguns exemplos:
Forno
Forno caseiro, aquecido a lenha, onde o pão tem aquele indescritível sabor que nunca se esquece e onde os assados ganham aquela magia que só conhece quem teve já a felicidade de a comprovar.
Lareira
Palavras para quê? Gastronomia confeccionada em panelas e tachos de ferro, dispensa comentários….
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A "matança do porco", planeada para a época fria do ano,é mais uma das tradições que se vão perdendo ao longo do tempo.
Recordemos que, décadas atrás, não havia energia eléctrica e, consequentemente, não havia conservação frigorífica das carnes. Assim, a "emblemática"salgadeira, colocada na dependencia mais fria da casa,continuava sendo o único processo de conservação por alguns meses


Mas há mais....
Quem se lembra destes objectos?
Métodos de iluminação para quem, em tempos idos, teimava em queimar as pestanas, fazendo os trabalhos escolares Por vezes,o sono vencia e o cabelo também pagava....
Ferro a carvão: Uma relíquia que, por certo, alberga um enorme valor sentimental para quem conserva ainda esta preciosidade..
GALERIA DE FOTOS










Pois era com os objectos da 2ª fotografia que se faziam à noite os trabalhos de casa. Mas só depois da ceia quando Homens e animais tinham ceado. Não só nos queimavam as pestanas, mas quantas vezes o cabelo, quando o sono levava a melhor.
ResponderEliminarOs objectos que me referi, para quem não conhece, são as candeias e gasometros
ResponderEliminarQuem diria que a casa da ultima foto, já foi moradia do tio Jerónimo
ResponderEliminarEstou certo que com divulgação deste recem nascido blog, (Bem nascido, que pela aparência não houve complicações no parto) haverá muita coisa e muitas histórias acrescentar, na História e nas histórias deste belo lugar. Não sejamos apressados e demos tempo ao tempo.
ResponderEliminarMas para temas futuros queria dar algumas sujestões:
Os moinhos que os nossos anteriores moíam os cereais, bem como aquele moinho que girava em sentido contrario e que num determinado dia do ano, era o único com “autorização” para trabalhar. As represas de regas, as fontes e nascentes onde se bebia sem termos que andar com a garrafa no bolsa. Os nomes toponímicos que nos situavam em qualquer ponto do lugar ou do monte sem necessidade de GPS.
Parabens pelo trabalho de resgatar as lembranças da terra de sua mãe... Ahhh, gostei mais do lugar que sua mãe nasceu do que a terra de seu pai.
ResponderEliminarPortugal, meu doce Portugal. Quem conhece ama e nunca esquece.
Aproxima-se a data da festa do São Lázaro. Seria útil se conseguisse publicar aqui o programa das festas.
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